segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Delirios da Loirinha 5

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Dias mais tarde...

Entrando no quarto, ele pô-la no chão e fechou a porta. Afastou-se apenas por um momento para acender o abat jour junto à cama.
Com delicadeza, tirou-lhe a roupa... peça por peça...devagarinho... sempre a olhar para ela.
Ela olhava-o, sentindo-se tocada pela agudez com que ele a examinava, e esqueceu-se de tudo à sua volta.
Ele tirou a camisa, tinha o peito musculoso, coberto de uma pequena penugem, que ia escasseando á medida que descia... um pouco mais abaixo, a excitação denunciava a intensidade do seu desejo.
Ele aproximou-se dos seios nus dela, e roçou o seu corpo no dela. Nesse momento, ela sentiu os já excitados mamilos palpitarem de desejo. O desejo de serem tocados. Ao vê-lo erguer as mãos, não teve dúvidas de que os acariciaria. E não era outra coisa que ela ansiava naquele momento... Mas ele limitou-se a segurar-lhe os ombros e, com mãos experientes, acariciou-lhe os braços...
-Já te disse que és linda? sussurrou ele...
-Não...- sorriu fechando os olhos, o corpo vibrando sôfrego...
-Espera um minuto - sorriu, mostrando-se inteiramente consciente da urgência com que ela ansiava por ele.
Ela abriu os olhos... e ele continuou a tortura-la....
-Eu sei que tu queres que eu te acaricie - disse ele, roçando-lhe o mamilo com a ponta do dedo. - Não é?
Ela humedeceu os lábios e consentiu com um gesto de cabeça.
-Por que não pedes então? Pede! diz por favor....
-Por favor... não me tortures mais...
Ele impediu-a de concluir a frase, selando-lhe os lábios com a ponta do dedo. Ela estremeceu. O seu corpo ardia de desejo.
-O quê? Não ouvi?
-Não me vais tocar...?
Ele deslizou o dedo na linha do seu queixo.
-Mais?
-Sim - Suspirou ela -... por favor.
-Calma. Eu vou tocar-te. Sabes que vou. És uma mulher ardente. Muito especial. Sabias disso?
- Não....
-Ah!!! Aldrabona.... Sabes que sim....Diz que me amas...
-Eu amo-te...Sou a mulher mais feliz do mundo por estar contigo.
Ela gemeu de prazer quando finalmente ele lhe acariciou os seios... louca de desejo, com o corpo trémulo, ela viu-o despir a roupa... e... mais não conto...

Só termino dizendo que passaram a noite juntos sem um minuto de descanso...

Como sou uma romântica incurável não resisto a terminar com a celebre frase dos cinemas (que nem sempre acontece na vida real) "Casaram, tiveram filhos e VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE..."

Pelo menos não ficção as histórias de amor terminam com um final feliz....

domingo, fevereiro 27, 2005

Delirios da Loirinha 4

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(...)Passou a mão por baixo da camisa para tirar-lhe o soutien com um movimento decidido. Ela suspirava aliviada ao sentir os seios livres da sua prisão.
Ele tirou-lhe a camisa e atirou-a para o chão. Ela ficou nua até a cintura. Sentiu-se triunfante quando um calafrio percorreu o corpo masculino.
-Oh, querida- murmurava, febril- Não sabes que não consigo dormir desde que te conheci, imaginando-te nos meus braços assim? Tão perto e, no entanto...
Começou a beijá-la de novo até a levar a um estado de frenesim incomparável. Ela pensou que ia morrer de prazer. Abraçou-o ainda com mais força, sobretudo quando sentiu que os seus dedos lhe subiam lentamente pela perna a cima. Teve a impressão de que passara uma eternidade até que , por fim, chegou á parte superior do mundo.
-Hum...- gemeu, desesperada por chegar ao final do caminho.
-Que queres?-sussurrou...
-Por favor...- rogou, sem saber muito bem o que queria.
-Não- respondeu num tom provocativo-Ainda não.
Ela estava sem alento e o seu coração batia a toda a velocidade, enquanto ele a acariciava.
Ele deixou de beijá-la para olhá-la de frente. Tinha os olhos fechados e o suor cobria-lhe a testa.
Acho melhor pararmos por aqui... ou depois já não é possivel controlar...
-Não...
- Não paro com o quê? Com isto?
-Sim... sentiu que ia morrer...
-Ou com isto?
-Sim...
Ficou tensa durante um momento, à beira do precepicio, e depois sentiu a deliciosa e inevitável queda... até que perdeu a noção da realidade.
Depois, num letargo, ficou a ouvir os latidos do seu coração, que desacelarava lentamente. Estava demasiado esgotada para dizer o que quer que fosse quando ele lhe pegou ao colo e levou para o quarto.
Quando recuperou a razão estava deitada na cama, aninhada contra o seu peito. Tinha as faces molhadas e ele acariciava-lhe o corpo com suavidade.
Ele afastou-se um pouco dela para olhá-la com ternura:
-Amo-te quero ser teu amigo, teu companheiro, teu amante...
-Eu também te amo... estou exausta... mas quero mais...
-Mais...????- voltou a beijá-la...

O resto... deixo à vossa imaginação...
(continua)

sábado, fevereiro 26, 2005

Delirios da Loirinha 3

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Ele vestia uma camisa cor de rosa, que contrastava com os seus lindos olhos azuis...era a imagem viva da elegância e da naturalidade...
-Tens fome?-perguntou
- Não...
-Vem sentar-te aqui, junto à lareira- disse ele- Para eu te pentear.
-Mas...
-Por favor...
Ela obedeceu e ele sentou-se no chão, atrás dela. Começou a pentea-la cuidadosamente.
Sentiu-se no paraíso. O calor do lume era tão hipnotizador como as carícias ritmadas da escova que passava pelo seu cabelo. Queria apoiar-se contra ele, mas não o fez. Não queria que ele a acusa-se de o estar a provocar.
-Acalma-te- disse ele...-Por favor não estejas tão tensa.
Quando apoiou as costas nos fortes musculos sentiu que a tensão se evaporava de imediato.
Ele acabou de pentêa-la, ajoelhou-se diante dela, deixou a escova no chão, entre os dois, e aprisionou-a com um dos seus olhares hipnóticos.
-É assim que mais gosto de ti...Inclinou-se e beijou-a...
Foi um beijo lento, estudado, no qual o desejo se misturava com o carinho... aquilo era o que ela esperava dele desde de sempre...
Sentiu que o seu coração se encolhia quando ele a abraçou, acariciando-lhe o cabelo, enquanto continuava a beijá-la. O corpo feminino derreteu-se contra o dele e levantou os braços de forma instintiva para rodear o pescoço do homem amado....
-Humhum... porque me deixas assim tão louca?
O beijo fê-la sentir-se fraca e tonta, mas quando ele deixou de beijá-la sentiu-se ainda mais fraca. Mas ele apenas se detivera para poder deitar-se ao lado dela. Decidida ela tomou-lhe a cara entre as mãos e beijou-o.
Os beijos dele eram cada vez mais possessivos, estavam carregados de paixão e de uma avidez desconhecida. De repente o beijo já não lhe parecia suficiente, apesar de ter sido o beijo mais intimo que jamais vivera.
Ele também pareceu aperceber-se, porque começou a desabotoar-lhe a camisa, com um sorriso. Os seus olhos colocavam a pergunta, enquanto continuava a desabotoar os botões, e ela tinha a certeza que qualquer gesto seu faria com que ele se detivesse.
Mas não queria isso. Queria que aquela sensação continuasse indefenidamente.
Quando todos os seus botões ficaram libertos, ele afastou a peça de roupa e começou a beijar-lhe os seios fazendo-a gemer de prazer. Incapaz de conter-se, começou a arquear-se contra ele, quase sem se aperceber.
Levantou uma mão debilmente com a intenção de despi-lo, mas ele não a deixou.
-Calma, querida- disse suavemente.
Atordoada deixou cair a mão. Estava demasiado concentrada nas sensações que ele lhe provocava para fazer outra coisa que não fosse desfrutar o momento.
O desejo dominava-a, mais forte que qualquer droga. Sentia-o a fluir pelas veias.
(continua...)

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Delirios da Loirinha 2

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Enterrou a cabeça na suavidade da sua almofada e, pela primeira vez em muito tempo, conseguiu afastar tudo da sua mente... e adormeceu...
Quando voltou a abrir os olhos, o quarto já estava as escuras, mas algo mudara.
Olhou a sua volta. Continuava tudo como antes, mas agora ouvia-se um novo som. Muito fraco, quase imperceptivel, mas que, por algum motivo, era-lhe familiar.
Ficou à escuta e depois virou-se para a janela. Ele estava sentado na cadeira, entre a penumbra...
Ficaram a olhar-se em silêncio durante um bocado a ela apercebeu-se de que o som que estava a ouvir era o da sua respiração, suave e regular.
Sem dizer nada, ele levantou-se e sentou-se à beira da cama. Levantou uma madeixa do cabelo loiro dela, susteve-o entre os dedos e deixou-o cair lentamente sobre a almofada.
Ainda sonolenta, ela olhou-o com os olhos semicerrados. Não entendia o que é que estava a fazer.
Talvez a confusão se refletisse nos seus olhos quando o olhou, tentando encontrar algo para lhe dizer. Não queria pronunciar nenhuma palavra inadequada que destruisse aquela cena. Então ele fez algo extraordinario.
Inclinou-se levemente para a frente e traçou com um dedo a linha dos lábios dela que por sua vez, tremeram violentamente sob o seu dedo.
Abriu os olhos desmesuradamente devido à surpresa e ao prazer. Não entendia porque é que fizera aquilo.
-Mas...- sussurrou
-Não digas nada- murmurou ele.
O sussurro dele foi suave e irresistivel, tão tentador como o seu contacto, apesar de ser evidente que as suas intenções eram completamente inocentes.
O coração dela batia com força, não entendia porquê, mas todos os nervos do seu corpo gritavam por algo mais que meramente o ligeiro contacto entre o ponto do dedo e os lábios dela...
Ela já não podia negar...amava-o... desejava-o...
Presa pelo desejo, sentia-se incapaz de se mexer, falar, de fazer qualquer coisa a não ser contemplar aquele rosto incrível...
Ele aproximou-se um pouco mais, de forma a que a sua cabeça ficasse por cima da dela. Contemplou-a lentamente, com os olhos semicerrados... tanto que até lhe queimava a pele.
- Não...balbuciou quase a perder as forças...
Mas ele silenciou-a com a boca.
Ela já tinha beijado outros homens mas aquele beijo foi diferente.
Ele separou-lhe os lábios apenas com a pressão quente da boca. Ela nunca se sentira tão viva, nem tão descontraida... nem tão excitada. Abriu os lábios, enquanto fechava os olhos perante a realidade daquele homem. O prazer irresistivel facilitava a anulação das perguntas que lhe assaltavam o cérebro.
Ele aprofundou o beijo e ela elevou as mãos aos ombros masculinos. Adorava sentir o corpo dele duro. Instintivamente, atraiu-o até colocá-lo sobre o seu corpo. Tinha a certeza de que não existia nenhuma sensação tão boa como a das mãos dele enterradas no seu cabelo.
O beijo prolongou-se... ela não soube durante quanto tempo, pois nos braços dele perdera a noção do tempo. Nunca imaginara que um beijo pudesse ser tão excitante... não era só o desejo ... era o amor que sentia por ele que tornava aquele beijo tão especial.
Sentia-se a derreter por dentro e todo o seu corpo começou a agitar-se, pedindo-lhe que o incentivasse a fazer algo mais, a seguir em frente. Mas não se atreveu. Limitou-se a rodear o pescoço dele com os braços e sentiu-se triunfante ao ver como ele reagia...
(continua...)

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Delirios da Loirinha 1

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Ele tinha um ar extremamente sedutor mas não era o seu rosto que mais atraía as mulheres, nem a sensual curva da sua boca, cujos os lábios de aspecto suave contrastavam com a mandibula firme. Não, era algo mais que a simples beleza que o tornava um homem impressionamte. Tinha uns olhos tão azuis como o céu, rodeados de umas pestanas tão densas e negras que olhá-las era um pecado. Eram uns olhos cheios de segredos de mistério. Sim era o olhar que o tornava fascinante...
Sentiu um subito e intenso desejo de acariciar a cara daquele homem. Uma vontade de certificar-se de que era tão macia quanto parecia. Queria tocar-lhe no rosto, sentir-lhe o cheiro, provar-lhe o gosto...
Ela sentiu-se arrepiada perante a sua proximidade. De repente ela apercebeu-se de que tinha a cara muito perto da dele e de que os lábios dele estavam entreabertos, como se...
- Porque fazes com que as coisas sejam sempre mais dificeis - sussurrou cansado
-A sério?
-Sabes bem que sim. Sempre o fizeste. Ás vezes pareces uma criança a desafiar os limites e a paciência dos pais... como se isso te permitisse medir o amor que cada pessoa sente por ti. Precisas de alguém que te diga não de vez enquando. Durante toda a tua vida, toda a gente te mimou e te deu sempre aquilo que querias.
- Não- corrigiu.- Durante toda a vida deram-me sempre aquilo que queriam que eu quisesse. Não é a mesma coisa.
-Psiu-fez ele, acariciando-lhe os cabelos...- não vamos começar a discutir...
Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, ele colou os lábios nos dela. A sua boca era tão quente... tão macia. Ela deixou escapar um gemido... Ele aproveitou para beijá-la a sério. Penetrou a sua boca com leveza. Uma gentil invasão. De repente já estavam abraçados, as mãos dele a desvendar as curvas do corpo feminino... acariciou-lhe as costas... ela suspirou, não podia acreditar que estivesse a experimentar algo assim tão diferente, sentiu as pernas amolecerem...
-Assim confundes-me... não consigo raciocionar quando estou perto de ti...
-É simples-sorriu ele, beijando-lhe delicadamente a orelha.- Eu desejo-te muito. Muito mesmo.
-Pois, mas desejar não é amar... assim não quero... Adeus...
(continua...)

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Fizeram-nos acreditar...

Este texto foi enviado para o programa "Estes dificeis Amores" que passa na RTPN aos domingos á noite, um programa que eu pessoalmente adoro, com o famoso Dr. Julio Machado Vaz e a Drª Gabriela Moita... achei extremante belo... e resolvi partilhar convosco...
Recebi este texto por mail numa versão brasileira e tentei por em Português para ficar mais enquadrado com o meu blog ...

"Fizeram-nos acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram-nos acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém na nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: Nós crescemos através de nós mesmos. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram-nos acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram-nos acreditar que casamento obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram-nos acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram-nos acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"


(tradução brasileira de John Lennon)
Um beijo da vossa amante...

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Arranja Tempo...

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Arranja tempo para a Amizade- É o caminho da felicidade.
Arranja tempo para o Sonho- É prenderes-te a uma boa amarra.
Arranja tempo para Amar e ser Amado- É o privilegio dos Deuses.
Arranja tempo para Olhar a tua volta- O dia é curto demais para o egoísmo.
Arranja tempo para o Riso- É a música da alma...

Um beijo da vossa amante...

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Preciso

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Preciso apenas desse teu encanto,
Dessa ternura que o teu rosto tem,
Dessa simplicidade que amo tanto,
Por não havê-la visto em mais ninguém...

Um beijo da vossa amante...

Beleza Feminina

Yoni13.jpg

O que vos sugere esta imagem?
Beleza feminina... sem palavras...

Beijinhos da vossa amante...

domingo, fevereiro 20, 2005

Guardado no Coração

"Fecha-me os olhos e eu poderei ver-te.
Tapa-me os ouvidos e eu poderei ouvir-te.
Mesmo sem pés poderei alcançar-te.
Mesmo sem boca poderei chamar-te.
Corta-me os braços, adorar-te-ei
com o coração e com as mãos.
Trespassa-me o coração, latejará o meu cérebro.
E se incendiares o meu cérebro,
mesmo assim levar-te-ei no meu sangue..."

In Guardado no Coração (parte1) de Álvaro Magalhães