
Chegara a casa cansado, tirou o casaco e deixou-o cair no sofá. Com passos firmes foi até à lareira e atiçou as chamas. Com um suspiro atirou um toro de madeira para o fogo. «Que dia!»
Dirigiu-se até ao quarto. «A esta hora ela já deve estar a dormir». Parou junto à porta do quarto e ficou a observar a respiração ritmada dela, enquanto dormia. A luz da lareira que vinha da sala, iluminava o tom dourado dos seus cabelos. Ele entrou sem fazer barulho.
A colcha cobria-a, revelando apenas o semblante delicado. Ele estendeu a mão para a acordar, porém parou para observar, fascinado, as luzes que brincavam nas sua face. Sem pensar, sucumbiu à tentação, tocando ao leve no cabelo dela, enrolando alguns fios de cabelo entre os dedos.
Antes que pudesse afastar as mãos, ela ergueu as palpebras e esboçou um sorriso, como se estivesse a dar-lhe as boas- vindas.
- Hummm...Olá!- cobrindo a mão dele com a sua, acariciou-o, como se fossem amantes.-Já te vens deitar?
-Daqui a pouco já vou...
- Espero que não te importes por eu ter vestido uma camisa tua.
-É claro que não (sorriu)- Uma imagem veio-lhe à mente... isso significava que por debaixo dos cobertores, as pernas dela estavam nuas. Ficou excitado ao lembrar-se de como eram macias, de como se entrelaçavam à volta da sua cintura, quando faziam amor. Ela fazia este tipo de surpresas quando queria timidamente provocá-lo. Mas não esta noite... estava cansado demais... o seu trabalho estava lentamente a afastá-los...
(Continua...)






