quinta-feira, julho 05, 2007

Porto de Abrigo- BETO





Porto de abrigo, onde sempre quero estar,
Sei que contigo ninguem me vai magoar,
Só tu sabes criar, toda esta ilusão,
Por ti terei o mundo na minha mão...



Dedicado ao meu "Porto de Abrigo"
Não me deixes...
Não me largues…
Apenas encosta o teu corpo ao meu e abraça-me…
Deixa-me ficar assim durante segundos, minutos, horas…
Apenas deixa-me ficar e fica aqui comigo.
És o unico capaz de me levar a tristeza
Obrigada por tudo... ADORO-TE!

quarta-feira, julho 04, 2007

Illegitimi Non Carborundum


Hoje acordei e o mundo sorriu para mim...
Senti-me poderosa outra vez...
I'm BACKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Beijinhos doces da vossa Loirinha...

segunda-feira, julho 02, 2007



Ás vezes é tudo tão difícil!
Tento manter a cara alegre o tempo todo mas ás vezes choro por dentro. Sou obrigada a ser forte para cumprir todas minhas responsabilidades, para não preocupar os outros.
Mas de repente, no detalhe de uma flor, no sorriso de um amigo, ou num céu azul esperançoso, as lágrimas dissolvem-se.
A esperança move a minha vida. E ela segue sempre, incessantemente...
Eu não deveria chorar. O simples facto de amar, deveria fazer-me feliz. Amar, simplesmente amar....é a coisa mais nobre que um ser humano pode sentir, e o amor verdadeiro dignifica e enobrece.
Eu tenho plena certeza do que sinto, e eu nunca senti por alguém o que sinto por ele.
Já amei outras vezes mas não com a mesma intensidade, não com a mesma loucura, não com a mesma cumplicidade…
É muito difícil guardar tanto sentimento...


O valor das paixões não está no tempo que duram, mas sim na intensidade com que acontecem…

sexta-feira, junho 29, 2007

Perigo no Porto


Pois é amigos a cidade do Porto tem mais um perigo na rua!
Acerca de 2 meses que fui tirar em segredo mais umas lições de condução para vencer o meu medo de conduzir!
Era um medo que à muito tempo queria ultrapassar, fi-lo por mim mas também porque queria surpreender uma pessoa com esta prova de amor. Infelizmente já não deu tempo!
Hoje peguei no carro sozinha, uma pequenina viagem, a tremer de medo mas com vontade enorme de me superar. Senti-me vitoriosa!!!
Ainda preciso de mais umas aulinhas mas acho que desta vez vou perder o medo de vez...
Por isso se me virem fujam... hehehehehe!!!!!

quarta-feira, junho 27, 2007

One last cry- Marina Elali


E a dor, afinal, é o mais individual poema d'amor...
Queridos amigos e leitores apaguei alguns comentarios.
Queria pedir-vos que não fizessem comentarios insultuosos no meu blog!
O que aqui escrevo é uma partilha de sentimentos, não pretendo de forma alguma dizer mal de ninguem, apenas escrevo sobre o que sinto neste momento.

Obrigada pelo vosso carinho e apoio.
D. L.

segunda-feira, junho 25, 2007

Why should I care?- Diana Krall

Apetece-me sentar-me no parapeito da janela e olhar o céu em silêncio, contemplar as estrelas, sentir-me envolvida pela luz da lua.
Apetece-me embrulhar-me num cobertor e chorar até que as forças me faltem, deitar toda a dor, mágoa, tristeza, desilusão, arrependimento, amargura, medo, tristeza…

domingo, junho 24, 2007

São João do Porto


Quem esteve na Ribeira pode contemplar o magnifico fogo de artificio na noite de São João!
Este ano foi sem duvida um São João diferente que começou em Miragaia e terminou por volta das 4h30 em Nevogilde....quase sem gasolina! hehehehehe!!!!
Por umas horas deu para esquecer as tristezas e passar uma noite muito divertida na companhia de 3 grandes amigos a quem eu deixo um beijo enorme: Peter, Nuno e Paulo.

quarta-feira, junho 20, 2007

Reencontro


Este post serve para agradecer ao amigo que conseguiu voltar a fazer-me sorrir, coisa que já não fazia à muitas semanas. Obrigada pelo café, obrigada pela excelente companhia!
Queria também agradecer a todos os que me tem emprestado o seu ombro amigo e que tem aturado as minhas lágrimas.
Uma pessoa pode viver sem um grande amor, mas sem amigos ninguem vive!
Adoro-vos!
Obrigado por estarem sempre comigo!
Beijinhos doces da vossa loirinha...

segunda-feira, junho 18, 2007

Amar de Olhos Abertos


Deixo-vos um pequeno excerto do livro "Amar de Olhos Abertos" de Jorge Bucay e Silvia Salinas. Este livro foi-me recomendado por uma amiga, a Anita.
Acho que este livro nos ajuda a reflectir sobre as nossas vidas e a perceber como funciona o pensamento masculino no que toca aos relacionamentos amorosos.

Espero que gostem...


É muito difícil enfrentar os conflitos que surgem numa relação com uma atitude de reflexão sobre «o que se passa comigo» do que enfrenta-los com enfado, pensando que o problema é que estou com a pessoa inadequada.
Muitos casais acabam por se separar porque julgam que com outra pessoa seria diferente, e depois, com toda a certeza, encontram-se em situações similares, nas quais a única coisa que mudou foi o interlocutor.


E assim vão trocando de parceiro vezes sem conta…. E a insatisfação é sempre a mesma… No início uma grande emoção e adrenalina mas ao fim de algum tempo o novo relacionamento deixa de ter interesse.

Em primeiro lugar temos que perceber que as dificuldades fazem parte integrante do caminho o amor. Não podemos conceber uma relação íntima sem conflitos. Temos de deixar de lado a fantasia de um casal ideal sem conflitos e permanentemente apaixonado.

E quando o Sr. X se dá conta que o seu par não corresponde a esse modelo ideal, insiste em pensar que outros têm essa relação idílica de que ele anda a procura, mas ele teve azar…porque se envolveu com a pessoa errada.
Não é assim!
O único erro é a ideia prévia sobre o relacionamento, a ideia do casal perfeito.
De certo modo, é tranquilizador saber que aquilo que eu não tenho ninguém o tem, que o casal ideal é um casal de ficção e que a realidade é muito diferente.


E assim a idade vai passando, a pessoa fecha-se no seu casulo, vai tendo encontros ocasionais geralmente para aliviar a libido sexual mas sem a componente emocional. O chamado sexo mecânico, que mal acaba só há o desejo que a outra pessoa evapore, desapareça como que por milagre.
A pessoa sente-se frustrada, permanentemente insatisfeita, sozinha, deprimida, sem sentido, afoga-se no trabalho na tentativa de esquecer a dor que sente.
A permanente sensação de que se tem tudo o que se quer…e que ao mesmo tempo não se tem nada.
Investe-se em carros e em objectos de luxo, que rapidamente se abandonam por não trazerem o prazer desejado. Faz-se o mesmo com as pessoas que nos rodeiam: usam-se e abandonam-se!

O tempo vai passando, a troca de parceiros vai sendo gradual, contínua, sempre o mesmo padrão de comportamentos…incapaz de amar o outro por aquilo que ele é, apenas interessa o desejo pela aparência.
A pessoa torna-se mais rígida, habituada a viver sozinha, a ter o seu canto, a não gostar de partilhar nada do que é seu, torna-se egoísta e cada vez mais amargurada.

A lei da vida dita que á partida os pais morram primeiro que os filhos e a pessoa acaba por se ver sozinha sem o amor incondicional dos pais que até aí preenchiam a lacuna do vazio de amor… sem o amor dos pais sem o amor de uma parceira. Completamente só!
Por vezes surge o desejo inconsciente de ter um filho mas sem compromisso com a progenitora, mais uma atitude egoísta que não vai trazer alívio da dor, apenas vai aumentar o role de problemas. Mais uma atitude imatura.

Estar a viver uma vida de casal contribui para o nosso crescimento pessoal, para sermos pessoas melhores, para nos conhecermos mais.
A relação cresce
Por isso, vale a pena.
Vale…a PENA (quer dizer, é vantajoso penar por ela).
Vale o sofrimento que gera.
Vale a dor com o que teremos de enfrentar.
E tudo isto é valioso porque, quando o atravessamos, já não somos os mesmos; crescemos, somos mais conscientes, sentimo-nos mais ricos.

O parceiro não nos salva de nada.
Muitas pessoas procuram um parceiro como meio para resolver os seus problemas. Crêem que uma relação íntima os vai curar das suas angústias, dos seus aborrecimentos, da sua falta de sentido.
Esperam que um companheiro encha o seu vazio.
Que erro terrível!
Quando escolho alguém como companheiro com estas expectativas, acabo inevitavelmente por odiar a pessoa que não me dá o que eu esperava.
E depois? Depois talvez procure outra, e outra, e outra, e outra…Ou talvez decida passar a minha vida a queixar-me da minha sorte.


A proposta é resolver a minha própria vida sem esperar que alguém o faça por mim.
A proposta é, também, não tentar resolver a vida do outro, mas encontrar alguém para podermos fazer juntos um projecto, para termos prazer, para crescermos, para nos divertirmos, mas não para que resolva a minha vida.
Pensar que o amor nos vai salvar, que vai resolver todos os nossos problemas e proporcionar-nos um continuo estado de felicidade ou segurança, mantém-nos apenas atolados em fantasias e ilusões e debilita o autentico poder do amor, que é o poder de nos transformarmos.



Em muitos casos de separação, o problema não se encontra na relação de um com o outro, mas em assuntos não resolvidos de um deles com o próprio passado.
As pessoas queixam-se por não serem amadas, quando o verdadeiro problema é que não sabem amar.


Vale a pena ser um casal? Claro que sim!
O sentido do casal não é a salvação, mas o encontro. Ou melhor dizendo, os encontros:
Eu contigo
Tu comigo
Eu comigo
Tu contigo
Nós com o mundo

O prazer de estar juntos: esta seria uma definição.
Obviamente, se só valorizo a sua beleza, o seu poder económico, ou o quanto me ama, não poderei contactar com o que se está a passar comigo quando estiver com ela.

Poderia dizer que quando sentimos prazer ao estar com outra pessoa temos tendência a partilhar a maioria das coisas com ela, e essa é uma decisão interna. Nem sequer é voluntária. É antes de mais uma coisa que acontece quando nos sentimos unidos a outro de uma maneira diferente. É um compromisso interno e especial que sentimos quando ambos estamos presentes.

O grande problema é que as pessoas acham que vão estar apaixonadas eternamente. Ninguém pode viver apaixonado eternamente! Apesar de acreditarmos que os outros são sempre felizes…ninguém tem isso.

Estar em casal é um desafio. Com ele nada termina. Pelo contrário, tudo começa. Excepto uma coisa: a fantasia de uma vida ideal sem problemas. É duro renunciar a isso: quando me dou conta geralmente começo a odiar o culpado(a).

Do estado de paixão avassaladora evolui-se para um estado de cumplicidade, camaradagem que não é pior do que o anterior, apenas é diferente, mais maduro menos egoísta, de maior partilha.

Saber que se tem sempre um porto de abrigo nos braços de alguém que nos ama e compreende.
Saber que quando meter a chave na porta depois de um dia de trabalho não vou encontrar uma casa vazia!
Isso sim, é a verdadeira felicidade…mas poucos se dão conta disso…